🐧 Líder do Asahi Linux deixa projeto e vai para a Intel

LĂ­der do Asahi Linux deixa projeto e vai para a Intel
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Desenvolvedora lĂ­der do Asahi Linux anuncia saĂ­da do projeto

Alyssa Rosenzweig, referĂȘncia na adaptação do Linux para chips Apple Silicon, agora atuarĂĄ na Intel com foco em drivers grĂĄficos.

O mundo open-source perde uma de suas figuras mais importantes em um projeto ambicioso: Alyssa Rosenzweig, desenvolvedora principal do Asahi Linux, anunciou sua saĂ­da da equipe. Ela deixa para trĂĄs anos de trabalho pioneiro para tornar os Macs com Apple Silicon compatĂ­veis com Linux, uma tarefa que parecia impossĂ­vel quando a Apple abandonou a arquitetura x86 em 2020.

Rosenzweig seguirå para a Intel, onde irå trabalhar no design e desenvolvimento de drivers gråficos, incluindo suporte a OpenGL e Vulkan para GPUs da empresa. A movimentação marca uma mudança importante não apenas para sua carreira, mas para a comunidade Linux como um todo.


O que foi o Asahi Linux?

O Asahi Linux nasceu com a missĂŁo de adaptar o kernel do Linux para rodar nativamente em chips Apple M1, M2 e M3, com suporte completo ao hardware dos novos Macs. Isso incluĂ­a:

  • Drivers para aceleração grĂĄfica com suporte OpenGL e Vulkan;
  • Suporte a ĂĄudio, Wi-Fi, Bluetooth e energia;
  • Compatibilidade com distribuiçÔes como Arch, Fedora e Ubuntu;
  • Capacidade de rodar ambientes desktop e atĂ© jogos com aceleração de GPU.

Sob a liderança técnica de Alyssa, o projeto chegou a níveis impressionantes de usabilidade e performance, com versÔes que funcionam em MacBooks, Mac minis e até no Mac Studio, permitindo que usuårios avançados pudessem desfrutar do Linux sem recorrer a virtualização.


Da Apple Silicon Ă  Intel: o novo capĂ­tulo

Em comunicado, Rosenzweig revelou que estĂĄ se unindo Ă  equipe de grĂĄficos da Intel, onde terĂĄ como foco a melhoria do ecossistema open-source para GPUs Intel, com destaque para os drivers de baixo nĂ­vel OpenGL e Vulkan.

A decisão vem em um momento estratégico: a Intel busca consolidar sua posição no mercado de GPUs discretas com a linha Intel Arc, e reforçar o suporte de software é essencial para concorrer com NVIDIA e AMD, especialmente em plataformas Linux.


Legado técnico e filosófico

A contribuição de Rosenzweig nĂŁo foi apenas tĂ©cnica, mas tambĂ©m filosĂłfica. Desde o inĂ­cio, o Asahi Linux representava um ato de resistĂȘncia Ă  ideia de que o hardware Apple deveria ser fechado. Ela e sua equipe desafiaram as expectativas, muitas vezes sem documentação oficial, engenheirando soluçÔes reversas, publicando cĂłdigo e promovendo transparĂȘncia no desenvolvimento.

Ela também foi defensora ativa de iniciativas éticas no software livre, trabalhando para garantir que as tecnologias fossem acessíveis, auditåveis e inclusivas.

O futuro do Asahi Linux

A saĂ­da de Rosenzweig nĂŁo significa o fim do Asahi. O projeto continuarĂĄ sob a liderança de HĂ©ctor MartĂ­n, conhecido pelo nome “marcan”, que tambĂ©m tem papel fundamental no desenvolvimento do suporte de baixo nĂ­vel aos chips M1/M2. A comunidade permanece ativa, e jĂĄ hĂĄ planos para suporte ao macOS Sonoma e chips M3.

O trabalho iniciado por Alyssa deixou uma base sĂłlida e inspiradora — o tipo de alicerce que transforma projetos open-source em revoluçÔes duradouras.

VocĂȘ jĂĄ testou o Linux em um Mac com chip Apple?
O que acha dessa transição da Alyssa para a Intel? Compartilhe suas impressÔes nos comentårios!

Fontes:
AnĂșncio oficial de Alyssa Rosenzweig, blog do Asahi Linux, repositĂłrios de cĂłdigo no GitHub, comunicado da Intel Graphics

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