
IBM e AMD anunciam parceria para desenvolver arquitetura de computação de próxima geração
Colaboração foca na integração entre supercomputadores e sistemas quânticos, prometendo acelerar resolução de problemas complexos.
Em um movimento estratégico com potencial para redefinir os rumos da computação avançada, **IBM e AMD anunciaram uma nova parceria voltada ao desenvolvimento de uma arquitetura quântico-cêntrica. A proposta é combinar o poder dos supercomputadores tradicionais com a capacidade emergente da computação quântica, criando um modelo híbrido capaz de resolver problemas de forma mais rápida e eficiente.
A cooperação entre as duas gigantes tecnológicas representa um marco: pela primeira vez, duas líderes em seus respectivos segmentos — supercomputação (IBM) e semicondutores de alto desempenho (AMD) — unem esforços para explorar um novo paradigma computacional.
O que é computação quântico-cêntrica?
A chamada arquitetura quântico-cêntrica parte do princípio de que sistemas híbridos, compostos por computadores clássicos e quânticos, são a chave para resolver desafios que nenhuma das tecnologias consegue superar sozinha.
Funciona assim:
- Partes de um problema são encaminhadas ao sistema mais apto para resolvê-las.
- Cálculos altamente paralelizáveis e intensivos em dados continuam com os supercomputadores baseados em CPUs e GPUs (onde a AMD brilha).
- Já problemas envolvendo simulações moleculares, otimização e aprendizado de máquina em larga escala são direcionados a sistemas quânticos da IBM.
Essa abordagem permite melhor aproveitamento de recursos, economia de energia e aceleração de processos computacionais complexos.
O papel da IBM e da AMD
IBM lidera mundialmente o setor de computação quântica. Seu roadmap prevê máquinas com mais de 100.000 qubits até o fim da década, enquanto já opera com sistemas comerciais de 100+ qubits. A empresa também é pioneira na integração desses sistemas com frameworks como Qiskit, e serviços via IBM Cloud.
AMD, por sua vez, domina o mercado de processadores de alto desempenho, com destaque para a linha EPYC, utilizada em supercomputadores como o Frontier, o mais poderoso do mundo. Sua experiência em otimização de arquiteturas heterogêneas, unindo CPU, GPU e aceleradores, será essencial na construção dos nós híbridos da nova arquitetura.
Demonstração ainda em 2025
Segundo o anúncio, as equipes planejam realizar uma demonstração prática ainda este ano, utilizando algoritmos reais e problemas do mundo industrial, como simulações químicas e otimização de processos logísticos. Essa primeira prova de conceito poderá acontecer em ambientes já operados pela IBM, como os data centers com integração quântica em Nova York.
O que muda para o futuro da computação?
A integração de máquinas quânticas com sistemas clássicos representa uma das mais promissoras estratégias para atingir a era do “quantum utility” — ou seja, quando a computação quântica deixa de ser experimental e passa a ser útil em aplicações concretas.
Na prática, isso poderá significar:
- Redução no tempo de simulações científicas de semanas para minutos;
- Otimização de rotas logísticas e cadeias de suprimento com maior eficiência;
- Aceleração de pesquisas farmacêuticas com novos métodos de modelagem molecular;
- Melhoria em algoritmos de inteligência artificial e aprendizado profundo.
O Brasil entra nesse cenário?
Embora o Brasil ainda esteja distante em termos de infraestrutura quântica, o uso de plataformas na nuvem como o IBM Quantum permite que pesquisadores e desenvolvedores do país possam acompanhar e até participar dessa nova revolução. Universidades e centros de pesquisa já iniciaram projetos educacionais com simuladores quânticos e parcerias internacionais.
Você acredita que a computação híbrida é o caminho?
Como vê o futuro da integração entre IA, chips de alto desempenho e sistemas quânticos? Compartilhe sua visão nos comentários!
Fontes:
Comunicado conjunto IBM e AMD, IBM Research Blog, AMD Data Center Announcements