Segurança

Vulnerabilidades em Bitwarden, LastPass e Dashlane

Pesquisadores revelam falhas em Bitwarden, LastPass e Dashlane. Entenda os riscos, o que mudou em 2026 e como proteger suas senhas.

26/02/2026 22 hours ago
Vulnerabilidades em Bitwarden, LastPass e Dashlane

Gerenciadores de senha se tornaram ferramentas essenciais para quem leva segurança digital a sério. Eles prometem armazenar credenciais com criptografia forte e simplificar o login em dezenas de serviços. Porém, novas pesquisas acadêmicas reacenderam um debate importante: até que ponto essas soluções são realmente infalíveis?

Um estudo recente conduzido por pesquisadores da ETH Zurich e parceiros identificou vulnerabilidades relevantes em três dos serviços mais populares do mercado — Bitwarden, LastPass e Dashlane. As falhas não significam necessariamente que usuários estejam sendo hackeados neste momento, mas mostram que mesmo sistemas modernos podem apresentar pontos fracos sob determinadas condições.

Neste artigo, você vai entender o que foi descoberto, quais são os riscos reais para usuários e empresas, quais correções já foram feitas e — mais importante — como se proteger de forma prática no dia a dia.


O que os pesquisadores descobriram

A análise técnica identificou mais de duas dezenas de vetores de ataque em gerenciadores de senha baseados em nuvem. No recorte mais citado:

  • Bitwarden: 12 possíveis ataques

  • LastPass: 7 possíveis ataques

  • Dashlane: 6 possíveis ataques

Os problemas foram agrupados em quatro áreas principais:

  • Criptografia do cofre (vault)

  • Recuperação de conta

  • Compartilhamento de senhas

  • Compatibilidade com criptografia antiga

Os pesquisadores alertam que, sob certas circunstâncias — especialmente se servidores fossem comprometidos — um invasor poderia tentar manipular dados criptografados ou enfraquecer proteções.

Importante: até o momento, não há evidências de exploração ativa dessas falhas no mundo real, segundo os próprios fornecedores.


Principais tipos de vulnerabilidade

1. Ataques de downgrade criptográfico

Um dos achados mais relevantes envolve suporte a criptografia legada. Em alguns cenários, versões antigas de algoritmos poderiam ser forçadas, reduzindo a segurança do cofre.

  • No Dashlane, isso foi ligado a caminhos de código antigos mantidos por compatibilidade.

  • A empresa informou que removeu o suporte legado na extensão 6.2544.1.

👉 Tradução prática: sistemas modernos às vezes carregam “heranças” técnicas que ampliam a superfície de ataque.


2. Problemas de integridade do cofre

Os pesquisadores também observaram que alguns gerenciadores criptografam campos individualmente (usuário, senha, URL). Isso pode permitir ataques de “cut-and-paste” criptográfico.

Riscos potenciais:

  • Troca maliciosa de campos entre registros

  • Vazamento de metadados

  • Manipulação de itens do cofre

O Bitwarden foi o mais afetado nessa categoria, embora já tenha corrigido parte das questões.


3. Fragilidades em recuperação de conta

Funcionalidades de recuperação são necessárias para usabilidade — mas também criam riscos.

No LastPass, por exemplo, o estudo apontou que certos fluxos de recuperação poderiam, teoricamente, facilitar a obtenção do cofre sob condições específicas.

A empresa declarou que está trabalhando para:

  • Fortalecer garantias de integridade

  • Amarrar criptograficamente campos e metadados

  • Endurecer fluxos administrativos


4. Clickjacking e autofill invisível

Outra linha de pesquisa recente mostrou ataques de clickjacking contra extensões de navegador.

O método funciona assim:

  1. Um site malicioso cria elementos invisíveis.

  2. O usuário clica sem perceber.

  3. O gerenciador preenche automaticamente.

  4. Os dados são capturados.

O pesquisador Marek Tóth demonstrou que o autofill pode ser enganado por overlays invisíveis que seguem o cursor do usuário.

Boa notícia: vários fornecedores já lançaram mitigação, e alguns nem são mais considerados vulneráveis nessa técnica.


As empresas estão corrigindo?

Sim — e esse é um ponto crucial.

Segundo comunicados públicos:

  • Bitwarden: várias falhas já corrigidas ou em remediação ativa

  • Dashlane: removeu criptografia legada e publicou patches

  • LastPass: trabalha para reforçar garantias de integridade

Além disso, os pesquisadores seguiram o processo de divulgação responsável com janela de 90 dias antes da publicação.

Isso mostra algo importante: o ecossistema de segurança está funcionando como deveria — pesquisadores encontram problemas e fornecedores respondem.


O risco real para usuários

Aqui vai a análise mais honesta: para a maioria das pessoas, o risco imediato é baixo.

Muitos ataques descritos exigem condições difíceis, como:

  • Comprometimento do servidor do provedor

  • Ataques criptográficos avançados

  • Cenários muito específicos de uso

Mesmo assim, especialistas defendem que a indústria precisa evoluir, principalmente porque gerenciadores de senha concentram dados extremamente sensíveis.


Como se proteger agora (passo a passo)

Mesmo com patches em andamento, vale seguir boas práticas clássicas.

✅ Passo 1: mantenha tudo atualizado

  • Atualize a extensão do navegador

  • Atualize o app do gerenciador

  • Atualize o sistema operacional

Muitas vulnerabilidades já foram corrigidas nas versões mais recentes.


✅ Passo 2: use uma senha mestra forte

Regras tradicionais continuam válidas:

  • Pelo menos 14 caracteres

  • Mistura de palavras (passphrase)

  • Nada de reutilização

Lembre-se: várias falhas dependem de senha mestra fraca.


✅ Passo 3: ative autenticação em dois fatores

Mesmo que o cofre seja alvo, o 2FA adiciona uma camada importante.

Prefira:

  • Apps autenticadores

  • Chaves físicas (quando possível)

Evite SMS se houver alternativa.


✅ Passo 4: revise o autofill automático

Especialistas recomendam cautela com preenchimento automático.

Configuração mais segura:

  • Autofill somente ao clicar

  • Evitar preenchimento automático em páginas desconhecidas

Isso reduz riscos de clickjacking.


✅ Passo 5: monitore alertas de segurança

Fique atento a:

  • Comunicados do fornecedor

  • Notificações de login suspeito

  • Relatórios de violação

Usuários atentos historicamente sofrem menos incidentes.


O futuro dos gerenciadores de senha

A tendência é clara: mais rigor criptográfico e menos confiança implícita em servidores.

Pesquisadores defendem:

  • Criptografia autenticada obrigatória

  • Separação mais rígida de chaves

  • Modelos formais de segurança

  • Avanço das passkeys

Ao mesmo tempo, especialistas lembram que, apesar das falhas teóricas, gerenciadores de senha ainda são muito mais seguros do que reutilizar senhas manualmente.


Conclusão

As novas pesquisas sobre Bitwarden, LastPass e Dashlane servem como um alerta saudável — não como motivo para pânico. O estudo mostrou que até soluções maduras podem ter pontos de melhoria, especialmente em cenários avançados de ataque.

A boa notícia é que os fornecedores já estão corrigindo as falhas e não há evidências de exploração em massa. Para usuários comuns e empresas, o melhor caminho continua sendo manter softwares atualizados, usar uma senha mestra forte e ativar autenticação em dois fatores.

Segurança digital nunca foi sobre confiar cegamente em uma ferramenta, mas sim combinar tecnologia com boas práticas.

Você usa algum desses gerenciadores? Já mudou suas configurações de segurança? Comente abaixo e compartilhe sua experiência. Aproveite também para conferir nossos artigos sobre passkeys e autenticação moderna.


Fontes: The Hacker News, ITPro, CyberSecurityNews, CyberInsider, TechRadar

Tags: vulnerabilidades em gerenciadores de senha segurança bitwarden 2026 falhas lastpass análise dashlane segurança criptografia como proteger senha mestra riscos autofill password manager segurança digital 2026

Compartilhe este artigo:

Voltar para a página inicial

Comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro!

Deixe seu comentário